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BM Design

Um blog sobre design, marketing, dicas sobre redes sociais, canva, e muito mais

Reportagem de Camila Hessel, de O Estado de S. Paulo

Eles estão aí para contestar o dito de que os clássicos são insubstituíveis. Com todo respeito aos grandes criadores, claro. Afinal, foram as obras de pessoas como Le Corbusier, Eero Saarinen e Mies van der Rohe que, em parte, inspiraram esses jovens a escolher o design como profissão.

A estratégia? Conceber objetos que, a um só tempo, facilitem a execução de tarefas corriqueiras, embelezem ambientes e deem um toque de irreverência à casa, ao escritório e aos espaços de uso público. Sua produção não se restringe ao mobiliário e às lojas sofisticadas. Os portfólios têm, sim, peças fabricadas em pequena escala. Mas também exibem os frutos de parcerias com grandes indústrias, para as quais criam eletrodomésticos, portas, carrinhos de supermercado e até cabides. Ampliando o escopo de atuação, esses profissionais ajudam a democratizar o design. E as empresas a vender mais.

"De dois anos para cá cresceu muito a procura por peças únicas, com elementos diferenciados", afirma Pedro Franco, de 32 anos, fundador da loja A Lot Of, em São Paulo, diretor de arte da fabricante de móveis Ronconi, no Rio Grande do Sul, e designer de peças premiadas. Para ele, esse aumento no interesse do consumidor - e, consequentemente, da indústria - foi influenciado pelo que chama de "vaporização dos clássicos". Ele se refere à disseminação de móveis assinados, como a mesa Saarinem por exemplo, que tiveram seus preços reduzidos quando os direitos do autor caíram em domínio público.

Para Ademir Bueno, gerente de design e tendências da Tok&Stok, outro fator importante forçou essa aproximação entre as fabricantes tradicionais e os designers: a abertura do mercado para importação e o assédio das empresas estrangeiras que, especialmente após a crise econômica, buscam no Brasil uma nova fonte de faturamento. "Por isso, é fundamental que os profissionais brasileiros apurem o olhar para a viabilidade de produção de suas criações", diz.

Projetar o verbo

Um caso bem-sucedido de viabilização de projetos em escala industrial é o Estúdio Nódesign, fundado em 2001 por quatro amigos que ainda estavam na faculdade. Leonardo Massarelli, Flávio Barão, Cândido Azeredo e Márcio Hulk Giannelli reuniam-se todas as tardes em uma sala emprestada para criar. Antes mesmo de conquistar o primeiro cliente, compunham briefings para exercitar a capacidade de criar soluções surpreendentes e inovadoras para necessidades específicas.

Quase dez anos depois, a lista de clientes tem nomes como Natura, Papaiz, Decameron Design e Tok & Stok. Como percorreram esse caminho em menos de 10 anos? "Para fugir da mesmice, buscamos projetar o verbo", diz Massarelli, de 30 anos. "Não tentamos desenhar uma cadeira e sim o ato de sentar. É um jeito de se expandir os limites dos objetos que já existem."

Exemplos? O cabide Quará. Em 2008, eles foram procurados por um fabricante de pregadores de roupas que queria expandir sua linha de produtos. Antes de rabiscar os primeiros esboços, os designers foram ouvir quem interessava: as donas de casa. A partir dos relatos de problemas de espaço nas lavanderias, tiveram a ideia de acoplar o prendedor de roupas a um cabide e, assim, facilitar o processo de secagem.

Outra evidência de que o método de trabalho do Nódesign é eficiente para transformar objetos triviais em peças inovadoras é a MaxDoor, porta desenvolvida para a construtora Max Haus. Ela vai além das funções básicas de segurança: tem um porta-cartas em forma de bolso, que é acessado por uma escotilha no lado externo; isolamento acústico, chave em forma de controle-remoto e campainha com toques de MP3 personalizados.

"Por princípio, nossos produtos são sempre multifuncionais", diz Flávio Barão, de 32 anos. "Não queremos colocar objetos desnecessários no mundo, por isso, exploramos o maior número de possibilidades em cada um deles, chegando a interferir no uso final."

Barão conta que essa lógica está sendo levada ao extremo na linha de móveis que eles planejam lançar no próximo mês de novembro. Composta por oito peças, ela foi projetada a partir de uma unidade principal, que seus criadores apelidaram de molécula. "A ideia é permitir que o consumidor monte sua versão do móvel a partir do número de moléculas e, em alguns casos, mexa no formato da peça pronta de acordo com a ocasião", afirma.

Esta será a primeira linha oficial de mobiliário do Nódesign e, de certo modo, uma volta às origens. É que, nos primeiros anos de vida, o estúdio projetou poltronas e estantes - que foram produzidas em escala reduzidíssima para lojas como Benedixt e Zona D.

Em paralelo, os três sócios (Gianelli deixou o estúdio em 2008) abriram uma nova frente de atuação: o design de serviços. Uma amostra pode ser vista na Bienal Brasileira de Design, em cartaz até o dia 31 de outubro em Curitiba. Eles criaram para uma companhia aérea um sistema de organização de caronas para os passageiros de um mesmo voo. "O design também pode ser um intermediador de relações", diz Massarelli.

Elogio à tradição

No final do ano passado, Fernando Oliveira, de 26 anos, e Saulo Szabó, de 27, passaram duas semanas na fazenda do pai de Fernando, em Jau, no interior de São Paulo. Sócios em um escritório de arquitetura - o Szabó e Oliveira -, eles supervisionavam a reforma do casarão-sede. Foi ali que nasceu a ideia de criar uma linha de móveis própria, utilizando técnicas tradicionais.

"Observamos o marceneiro da propriedade trabalhar a madeira antiga e decidimos casar o conhecimento dele com a nossa experiência de projetar móveis personalizados", afirma Saulo. "A proposta fazer um elogio à tradição e dar uma cara atual para materiais que tivessem história."

Para isso, puseram-se a pesquisar matérias-primas - além da madeira de demolição - que pudessem ser reutilizadas. "Soube de um apiário que queria se desfazer das caixas que acondicionavam os favos", lembra Fernando. "Corri lá e comprei todo o lote." Os recipientes deram origem à Coleção Mel, formada por mesa lateral e bar. "Mantivemos a cor verde original das caixas, que dá identidade à linha", diz Saulo, confessando que guardou o primeiro exemplar do bar para si. "Não vendo por preço nenhum."

A execução dos móveis foi confiada ao profissional que inspirou todo o processo, o marceneiro da fazenda, Fábio. O trio trabalhou rápido. Em menos de seis meses, tinham 27 peças prontas, todas à venda na A Lot Of. Hoje, há mais de 80 itens em processo confecção.

A Mesa Luz foi concebida a partir de sobras de pinus. Analisando o material, que seria descartado, os designers exploraram uma característica inusitada para a madeira: a transparência. E instalaram uma lâmpada na parte inferior da mesa, montada em sistema de encaixe, sem pregos. "Contrastada pelos veios do móvel, a luz branca assume a coloração vermelha", destaca Saulo.

Leitores ávidos, os dois dedicaram uma de suas criações aos livros: a Mesa Robb. Feita com peças de madeira de demolição encaixadas e uma mini prateleira de MDF laqueado, ela tem pés inclinados, que permitem repousar o material de leitura sem o uso de marcador. "Gostamos de adicionar elementos lúdicos ao dia a dia com as nossas peças", diz Saulo.

O processo de exploração também passou por um dos hobbies da mãe de Saulo, o crochê. A técnica foi escolhida para dar forma ao invólucro da Luminária Ponto. "Ela confeccionou as primeiras vinte peças", conta Fernando, com um sorriso maroto. "Para as próximas, vamos trabalhar com uma ONG.

Bom, bonito, barato

Trabalhar o design com grandes restrições de custo sempre pautou o trabalho do estúdio Chelles & Hayashi, fundado em 1996 pelo casal Gustavo Chelles e Romy Hayashi, ambos com 42 anos.

"Quando começamos, a maior parte das indústrias não acreditava que o grande público brasileiro tinha interesse em pagar pelo design", afirma Chelles. "Tínhamos de rebolar para criar obedecendo aos parâmetros de economia estabelecidos."

Iniciar a carreira nesse cenário fez com que a dupla desenvolvesse uma característica pouco comum a estúdios de design: a de incluir no projeto de cada produto um estudo de métodos de fabricação e soluções técnicas que promovam a redução do custo final. "Para vencer a resistência que identificávamos nos engenheiros, passamos a adotar as mesmas ferramentas de trabalho dos departamentos industriais", diz Chelles.

Um dos primeiros clientes da dupla foi a fabricante catarinense de eletrodomésticos Mueller, cuja linha de produtos é voltada principalmente à população de baixa renda. Foi um dos produtos desenvolvidos para a marca que rendeu à Chelles & Hayashi o prêmio mais importante da Europa: o iF Product Design Award em 2009. Trata-se da lavadora Superpop, criada para atender às necessidades de pessoas que moram em casas de até 40 metros quadrados. Para facilitar a embalagem e reduzir os custos de transporte , é vendida desmontada, e seu mecanismo interno permite lavar roupas com pouquíssima água.

"Outro elemento importante do nosso trabalho é a busca por mecanismos que ajudem a reduzir o impacto ambiental dos produtos que criamos", diz Chelles. "Exploramos todas as possibilidades de redução do uso de energia, de água e de matéria-prima."

Um dos resultados desta preocupação com a sustentabilidade é o tanquinho de roupas projetado para a Tigre. Os designers traçaram formas mais curvas e paredes mais finas para utilizar menos plástico em sua fabricação. Com a sobra do material, fizeram uma bacia para molho, que cabe na geladeira e também pode ser usado para guardar as latinhas de cerveja, por exemplo.

Essas funcionalidades extras são criadas para solucionar necessidades detectadas ao longo do processo de pesquisa que o estúdio conduz para cada projeto - e que não envolve os estudos realizados por institutos de pesquisa. Para entender melhor os hábitos e anseios de seu público-alvo, os profissionais da Chelles & Hayashi envolvidos em um determinado projeto vão a campo. "Passamos o dia em lojas observando o comportamento de compra, visitamos e fotografamos os problemas que as pessoas apontam em suas casas e voltamos ao escritório para debater as possíveis soluções", conta Chelles.

Outro caso bacana derivado desse método de trabalho? Uma ducha, também desenvolvida para a Tigre. Eles incluíram na canopla do chuveiro um pequeno gancho para pendurar toalhas e escovas em banheiros cujas paredes não permitem a perfuração. "Nossa especialidade é essa: inovar racionalizando custos", conclui Chelles.

O QUE DIZ O MERCADO 

Ademir Bueno - gerente de design da tok&stok

Arrisque bastante e desenhe muito

Minha principal recomendação a jovens designers é: desenhem muito. No geral, desenha-se muito pouco, e isso limita a ousadia. É preciso arriscar, projetar em grande volume e, em paralelo, aproximar-se da indústria, entender os processos de fabricação, estudar alternativas de material - buscando sempre modos mais simples e baratos de tirar uma ideia do papel.

Pedro Franco - sócio da A Lot OF

Imprima forte personalidade à criação

Como designer, é preciso evitar ao máximo a sensação de déjà vu e abrir novos caminhos, explorar terrenos ainda intocados. Vivemos um momento muito propício, em que compradores do mundo todo valorizam trabalhos que não buscam só a alta tecnologia. Para aproveitá-lo é fundamental imprimir uma forte personalidade às criações. Outro ponto importante: não se preocupar demais com o mercado no exterior. Conquistá-lo é consequência de uma boa aceitação no mercado interno.

Saia do mundinho: estude as pessoas

Marcus Ferreira - PROPRIETÁRIO DA DECAMERON

Todo designer lê revistas especializadas e consulta livros de arquitetura. Elas são importantíssimas, mas incompletas. Nelas ninguém irá conseguir identificar necessidades não atendidas - que são a fonte mais preciosa para a inovação. Um bom designer tem de estudar as pessoas, entender seus hábitos e, a partir deles, pensar em produtos que os ajudem a ser mais felizes em suas casas, no escritório, na rua... São os objetos que devem se adaptar às pessoas e não o contrário. O que elas assistem? Com que frequência se casam ou separam? Como se divertem? É fundamental beber em outras fontes.

outubro 01, 2010 No comentários

 

Disponível em www.designbrasil.org.br

 

atualizado em 13/10/2009

Materiais

Bayer Plastics Business Group

http://www.plastics.bayer.com/AG/AE/index.jsp
Informações sobre materiais plásticos fornecidos pela empresa. Compreende também literatura técnica, informações para desenho de peças e moldes, tecnologias de processamento e contato para esclarecimento de dúvidas.

atualizado em 14/10/2009

Materiais

DuPont

http://www2.dupont.com/Brazil_Country_Site/pt_BR/
A DuPont está presente no Brasil desde 1937, quando iniciou suas atividades com um escritório de importação e distribuição de produtos. Atualmente, atua nos segmentos agrícola, químico, petroquímico, automobilístico, gráfico e nas áreas de embalagens, polímeros industriais, eletrônica, construção, decoração, segurança, papel, celulose, produtos domésticos e biotecnologia, contribuindo com o potencial de crescimento do Brasil.

atualizado em 14/10/2009

Materiais

Matweb

http://www.matweb.com/
Vasto banco de dados de materiais para a indústria. Oferece diversas opções de busca (por tipo, nome técnico, nome de marca, produtor) e disponibiliza o resultado em fichas técnicas dos materiais com suas propriedades mecânicas, elétricas, químicas, entre outras. 

atualizado em 14/10/2009

Materiais

Núcleo de Design e Seleção de Materiais

http://www.ndsm.ufrgs.br/
Esta página contém um banco de dados especializado em materiais e processos de fabricação, associando-os aos produtos industriais. Conta com diversas informações ligadas ao Design permitindo que profissionais e estudantes tenham uma melhor noção da realidade de diferentes materiais em diversas aplicações industriais.

atualizado em 14/10/2009

Materiais

Paper Online

http://www.paperonline.org/
Oferece informações básicas sobre o papel. O site aborda diversos aspectos do material: história, ciclo de processamento, tipos de polpa, impacto ambiental, aplicações, glossário, entre outros.

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

atualizado em 14/10/2009

Materiais

Stock.XCHNG

http://www.sxc.hu/
Banco de imagens criado em 2001, conta hoje com mais de 200 mil usuários registrados e mais de 100 mil fotos em alta resolução. Para acessá-las e usá-las, basta se cadastrar. Funciona como um clube de troca.

atualizado em 15/10/2009

Materiais

Foto Search

http://www.fotosearch.com.br/
FotoSearch é “Arquivo Mundial de Fotografias”; um espaço para encontrar, vender e comprar imagens de todo o tipo. Trata-se de uma empresa, a Publitek, Inc., dba Fotosearch, que trabalha com o fornecimento de imagens royalty free e de direitos controlados, além de ilustrações, mapas, vídeo e áudio.

atualizado em 15/10/2009

Materiais

GE Plastics

http://www.geplastics.com/
De manutenção para motores de aviões a geração de energia, passando por serviços financeiros, eletrodomésticos, equipamentos de diagnóstico por imagem e plásticos de engenharia, a GE oferece ao mercado brasileiro o que há de mais sofisticado em tecnologia de produtos e serviços.

atualizado em 22/10/2009

Materiais

Corbis

http://www.corbis.com
Banco de imagens online voltado a profissionais de marketing e mídia, com uma vasta seleção de fotografias, ilustrações, imagens, fontes e serviços de compensação de direitos.

atualizado em 22/10/2009

Materiais

Getty Images Brasil

http://www.gettyimages.com.br/
A Getty Images é um banco de imagens pioneiro no segmento digital. Conta com uma seleção variada de imagens e temas diversos.

outubro 01, 2010 No comentários

 

"Alguns designers se consideram artistas, mas poucos artistas se consideram designers. Este é um assunto que as pessoas têm opiniões fortes, e eu estou ansioso para ler os diferentes pontos de vista nos comentários"

O tema do que separa arte e design é complicado e tem sido debatido há muito tempo.

Artistas e designers compartilham conhecimentos em seus trabalhos, mas as suas razões para fazê-lo são completamente diferentes.

Alguns designers se consideram artistas, mas poucos artistas se consideram designers.

Assim, qual é exatamente a diferença entre arte e design? Neste post, vamos analisar e comparar alguns dos princípios fundamentais de cada área.

Este é um assunto que as pessoas têm opiniões fortes, e eu estou ansioso para ler os diferentes pontos de vista nos comentários.

Este post não é um guia definitivo. Mas sim o ponto de partida para uma conversa por isso vamos manter a mente aberta!

A arte inspira. O design motiva

Talvez a diferença fundamental entre arte e design, que todos concordamos é sobre os seus propósitos.

Normalmente, o processo de criação de uma obra de arte começa com nada, uma tela em branco. Uma obra de arte resulta de uma visão, opinião ou sentimento que o artista tem dentro de si.

Eles criam a arte de compartilhar esse sentimento com os outros, para permitir que as pessoas se relacionem, aprendam ou sejam inspirados por ela.

As obras de arte hoje que obtém um maior sucesso são aquelas que estabelecem um forte vínculo emocional entre o artista e o seu público.

Em contrapartida, quando um designer pretende criar uma nova peça, eles têm quase sempre, um ponto de partida fixo, uma mensagem, uma imagem, uma idéia ou uma ação.

O trabalho do designer não é inventar algo novo, mas de comunicar algo que já existe, com um objetivo.

Esse objetivo é quase sempre motivar o público a fazer alguma coisa: comprar um produto, usar um serviço, visitar um local ou dar algumas informações. Os projetos bem sucedidos são aqueles que mais eficazmente passam uma mensagem e motivam os consumidores a realizar uma tarefa.

A arte é interpretada. O design é compreendido

Outra diferença entre a arte e design é como as mensagens de cada um são interpretadas por seus respectivos públicos.

Apesar de um artista se propor a transmitir um ponto de vista ou emoção, não quer dizer que o seu ponto de vista ou a emoção tem um significado único.

A arte conecta as pessoas de maneiras diferentes, porque é interpretada de forma diferente.

Mona Lisa de Da Vinci tem sido interpretada e discutida por muitos anos. Apenas porque ela está sorrindo? Os cientistas dizem que é uma ilusão criada por sua visão periférica. Românticos dizem que ela está apaixonada. Céticos dizem que não há motivo. Nenhum deles está errado.

Design é o oposto. O objetivo fundamental do projeto é o de comunicar uma mensagem e motivar o espectador a fazer alguma coisa.

Se o design transmite uma mensagem diferente do pretendido e seu espectador vai e faz alguma coisa diferente do objetivo da mensagem, então ela não cumpriu a sua função. Com uma boa peça de design, a mensagem é entendida pelo público alvo e o objetivo, alcançado.

A arte é uma questão de gosto. O design não

A arte é julgada pela opinião e opinião é regida por gosto.

A diferença entre bom e mau design não é uma questão de opinião. Uma boa peça de design pode ser bem sucedida sem ser do seu gosto. Se ela cumpre seu objetivo é compreendida, motiva as pessoas a fazerem algo, então ser bonita, agradável ou não é irrelevante. Poderíamos continuar a discutir este ponto de vista, mas espero que o princípio esteja claro.

A arte é um talento. O design é uma habilidade

Geralmente um artista tem uma capacidade natural desde a infância. Cresce desenhando, pintando ou expressando-se de outra forma e desenvolve suas habilidades.

Mas o verdadeiro valor de um artista é o talento. Há um detalhe importante aqui: bons artistas certamente têm habilidade, mas habilidade sem o talento é, provavelmente, inútil.

Design, porém, é realmente uma habilidade que é ensinada e aprendida. Você não tem que ser um grande artista para ser um grande designer, você só tem que ser capaz de alcançar os objetivos do projeto. Seja com lápis, pincel e papel ou com um programa de computação gráfica.

Alguns dos estilistas mais respeitados no mundo são mais conhecidos por seu estilo minimalista. Eles não usam muita cor ou textura, mas eles prestam muita atenção ao tamanho, posicionamento e espaçamento, que pode ser aprendido sem um talento nato.

A arte envia uma mensagem diferente para todos. O design envia a mesma mensagem para todos.

Muitos designers consideram-se artistas, porque criam algo visualmente atraente, algo que daria orgulho pendurar na parede e admirar. Mas uma composição visual destina-se a realizar uma tarefa específica ou comunicar uma mensagem especial, não importa o quão bonito seja; não é arte. É uma forma de comunicação, apenas uma janela para a mensagem que contém.

Poucos artistas se autodenominam designers, porque eles parecem entender melhor a diferença. Artistas não criam os seus trabalhos para vender um produto ou promover um serviço. Criam-no unicamente como um meio de auto-expressão, de modo que possa ser visto e apreciado por outros. A mensagem, se é que podemos chamar assim, não é um fato, mas um sentimento.

O que você acha?

Dependendo de como você observa, a diferença entre a arte e o design pode estar clara ou não. Os dois certamente se sobrepõem, mas a arte é mais pessoal.  Evoca fortes reações naqueles que se conectam com o assunto.

Segundo Craig Elimeliah, que escreveu sobre este assunto em um artigo para AIGA, que encontrei na minha pesquisa para este post.

"Não tenho a pretensão de ser um perito em definir o que é arte e o que não é, mas eu sei que, se olharmos para as diferenças entre arte e design, veremos uma linha muito tênue entre os dois.
A um webdesigner se for dada as coordenadas exatas para posicionar diferentes pixels coloridos em lugares específicos, ele construirá um belo site de anúncios simplesmente seguindo as instruções; a maioria dos projetos de design tem um conjunto detalhado de instruções e o design é baseado em tendências e influências atuais.
Um artista, por outro lado, nunca poderia ser dado quaisquer instruções específicas para a criação de uma nova obra, pois suas emoções e alma estão a ditar o movimento de suas mãos e os impulsos para o uso do meio.
Nenhum diretor de arte vai gritar com um artista para produzir algo completamente original porque é isso que faz um artista. "

Qual a sua opinião? Você acha que podemos estabelecer distinções claras entre arte e design? Ou você acha que elas se sobrepõem demais para serem realmente diferentes?

Fontes de pesquisa:

o    Arte e Design: Qual é a grande diferença - Michael Brady, Revista Crítica: 1998.

o    Mona Lisa Smile: Segredos Revelados - BBC, 2003.

o    Tracy Emin - Wikipédia, 2009.

o    Talento x habilidade e experiência - Acland Brierty, 2005.

o    Arte x Design - Craig Elimeliah, AIGA, 2006.

o    Wikipédia – O que é arte?

 

Publicado originalmente em http://www.andafter.org

Por tuttygualberto

fevereiro 21, 2010 No comentários

 

Giorgio Borruso é um arquiteto e designer italiano que não se prende a padrões de geometria linear, muito menos a padrões clean com variações de quadrados e retângulos. Ele já ultrapassou tudo que pode ser novo, está à frente com uma criatividade enorme.

Os projetos de interiores assinados por ele são exuberantes, podem ser simples ou incrementados e sempre apresentam uma sensação de “isso sim é inovador”.

Dependendo do projeto, piso, paredes e teto se confundem, assim como há a criação de níveis do chão ao teto, com escadas futurísticas e elementos que pendem do teto ao chão, apresentando sempre uma tendência a formatos amebóides.

Os efeitos são obtidos com cores, iluminação e formas diversas em alvenaria, acrílico e vidro. Na verdade, isso são só alguns exemplos, porque Borruso, diante de uma idéia, buscará os materiais que forem necessários para conseguir o efeito desejado.

Para conhecer mais sobre seu estilo, acesse sua página web: http://www.borrusodesign.com/

 

Por Maria Luiza Santoro

Originalmente publicado em:

http://blog.anhembi.br/site/

fevereiro 07, 2010 No comentários
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