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BM Design

Um blog sobre design, marketing, dicas sobre redes sociais, canva, e muito mais

 

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Com o objetivo de espalhar idéias sobre design, foi criado o Design em Artigos. Projeto pessoal de Eduardo Camillo, o site permite a publicação de textos contendo idéias próprias de pessoas dispostas a contribuir para elevar as discussões sobre o design no país.

O Design em Artigos já é referência e disponibiliza textos de professores doutores, pesquisadores independentes, estudantes de graduação e técnicos em design.

Conheça, contribua, divulgue!

www.designemartigos.com.br

março 24, 2011 No comentários

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4-Motivação

Poderia concentrar a temática deste texto em torno das leis da Gestalt, ou dos métodos de determinado autor, mas ao invés disso prefiro reorganizar informações (afinal, o designer é um organizador) e expressá-las de maneira simples (mesmo sabendo que o termo “simples” tem inúmeros significados).

Aqui cabe uma pergunta: Organizações (substituiremos este termo por “junções”, pois representa melhor o sentido desejado) ao acaso resultam em produtos objetivamente satisfatórios? A resposta pode situar-se no campo do “talvez”, mas comprovadamente existe a versão de que raramente as junções ao acaso geram resultados satisfatórios.

Poderia também escrever sobre a etimologia da palavra forma, mas apesar da importância que engloba o conhecimento da origem, a prática foi quem deu origem à teoria.

Então o que resta? Exemplos de ações possíveis, especificando para este caso, exemplos de ações direcionadas à análise da forma.

3-Preparação

Não existe um caminho perfeito a ser percorrido na aplicação de pesquisas ou testes, a adaptação (ou também mutação) é parte de um planejamento. Adaptação orientada por diversos aspectos, tais como personalidade do usuário, limitação de espaço, quantidade de usuários, limitação de tempo, etc.

Visualizam-se em diferentes empresas diferentes métodos de ação, adaptados ou não à suas estruturas. Um exemplo clássico é o conjunto de métodos para desenvolvimento de identidades visuais corporativas, que pode variar brutalmente entre as empresas.

O possível primeiro passo pode ser sintetizado em uma pergunta: A forma fala o mesmo idioma que o usuário?

2-Diferenciação

O ato de ver/sentir pela primeira vez. É o momento em que o usuário reconhece o produto, os instantes antes dele optar por selecioná-lo. Dentro de uma investigação (pesquisa, teste de opinião, etc.), nesta etapa pode ocorrer ou não a comprovação de que a mensagem inicial (se ela foi projetada para isso) é percebida pelo usuário (visto que no processo de interação nem sempre o usuário consegue fazer a leitura dos significados).

Exemplos de questionamentos: Na prateleira, o produto se destaca com relação aos concorrentes? E se ocorre o destaque, quais os aspectos que o diferenciam dos demais? Após o reconhecimento visual, qual a reação do usuário antes de usufruir do produto, antes de tocá-lo? Nessa etapa, os conceitos formulados pelo usuário com relação ao produto são positivos ou negativos?

1-Integração

Exemplos de questionamentos: Após o primeiro contato (neste caso o reconhecimento), já quando o usuário faz uso de sentidos não utilizados no estágio anterior (tato, olfato, audição, paladar ou visão), quais as expectativas do usuário com relação à forma, ou à aparência do produto? A expectativa inicial (formulada no primeiro estágio de interação) é modificada? Ocorrendo modificação, ela foi positiva ou negativa?

Se o usuário crê no produto (no 1° contato) e as expectativas mudam (negativamente) ao ampliar a integração (2° contato), neste caso nota-se que a forma vende, mas possivelmente não irá suprir determinadas necessidades do usuário (afeto, funcionais, etc.). E por que a expectativa poderia modificar-se? Porque, como citou Baudrillard, “…atrás de cada objeto real existe um objeto sonhado”.

A preocupação do designer pode ir além do fator comercial, sabemos inclusive que fatores como o estudo das relações de afetividade podem potencializar a possibilidade de comercialização.

A expectativa parte do imaginário desenvolvido nas interações passadas e é modificada na primeira interação com o produto em questão. E na segunda, e na terceira, e assim por diante. O que se transforma é a própria modificação.

Um dos fatores essenciais que serve como guia (quando houver a possibilidade de aplicação) é a visualização direta (seja por contato visual, gravação de vídeo, etc.) dos aspectos comportamentais dos usuários (gestos, expressão facial, etc.) com relação à interação com o produto, sendo o comportamento a expressão aparente guiada pela resposta à impressão anterior.

0-Expansão

Existem fatores vistos como vantagens e desvantagens na realização de estudos preliminares e posteriores da forma, orientados principalmente por aspectos já citados, como questões espaço/temporais e psicológicas. Um exemplo de vantagem está na existência de uma maior aproximação entre projetista, projeto e usuário, o que engrandece qualitativamente a matéria base do projeto. Um fator negativo pode partir da ampliação de custos que um teste com o usuário poderia acarretar ao projeto, visto que nem sempre é possível captar recursos suficientes para o desenvolvimento ideal.

A análise da forma pode ser atribuída a um início, meio ou fim. Porém, em um sistema adaptável aos diversos aspectos de espaço/tempo em que se situam os atores, o projeto de design não deve ser pensado como finito, como uma rua sem saída. O que alguns consideram o fim pode também ser interpretado como o início.

Com ações de análise da forma possibilita-se a geração de alternativas e oportunidades para o período pós-projetual do desenvolvimento. Não só áreas como marketing e publicidade podem fazer uso dos estudos para aprimorar seus processos, mas também aquele senhor barbudo que vende livros em sua banca no centro. Como? Pergunte-se.

Algumas sugestões de leitura:

DE MORAES, Dijon. Metaprojeto: o design do design. São Paulo: Blucher, 2010.

VASSÃO, Caio Adorno. Arquitetura livre: complexidade, metadesign e ciência nômade. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-17032010-140902/pt-br.php

Leia mais: http://www.designsimples.com.br/ por Leonardo Barreiro

março 24, 2011 No comentários

 

A Pentawards é uma competição do mundo dedicado exclusivamente ao design de embalagens do mundo inteiro.  O prêmio  seleciona as embalagens com base na criatividade, branding e qualidade do design de embalagem para o ano.

Entre os vencedores eles fizeram uma seleção de embalagens que se destacam por sua criatividade, mas também por suas notável abordagem ecológica e social .

Vejam as embalagens selecionadas:

Deep Origin

A água Deep Origin tem uma garrafa de vidro cristalino e durável em forma de gota de lágrima.O material foi escolhido para que fosse possível reutilizar a garrafa muitas vezes

Na própria garrafa, em alto relevo, está o logo da Deep Water refletindo a simplicidade da marca e qualidade do produto. Com o uso contínuo da garrafa, o atrito risca o local onde está impresso a marca do produto ficando consequentemente mais legível.

O rótulo principal da garrafa fica permanentemente impresso, reduzindo o desperdício.

O pequeno colarinho à base de  celulose é biodegradáveis e o adesivo é solúvel em água e  impresso com tintas à base de vegetais.

Gold Pentawards 2010
Design: Grenache Bottle Design (Nova Zelândia)


The Wild Bags – out_of_ark ®

As Wilde Bags são sacolas para viver na selva urbana. Uma série de 15 desenhos de animais dos 5 continentes em 3 formatos de sacolas.

Feito de papelão corrugado onde os cortes na parte da frente que se assemelham as barras de uma gaiola.

A caixa sacola protege o produto e é ecológico, pois o papel é totalmente reciclável. Usa muito pouca tinta na impressão. Além disso, essa caixa/sacola pode ser reutilizada como uma prática caixa de armazenamento.

Platinum Pentaward 2010, Best of the Other Markets category
Design: Identis (Alemanha)

Milk from the Forest

A Amita, preocupada com o futuro das florestas no Japão teve a ideia de criar suas vacas no meio da floresta para a produção de leite. Lá elas encontram comida e proporcionam um leite de uma qualidade muito boa.

O designer Shigeki Kunimatsu entendeu que as embalagens deste leite da floresta não deve ser apenas o símbolo ecológico da Amita, mas também um meio de promoção para este projeto social.

O nome e os gráficos são simples e fácil de identificar. As formas suaves e arredondadas da garrafa anunciam um leite saudável e natural enquanto um pequeno folheto explica os detalhes do projeto para os consumidores.

Gold Pentawards 2010
Design: Hinomoto Design (Japão)


Backyard Farms

Backyard Farms foi fundada com o princípio de que todos devem ser capazes de desfrutar de produtos frescos, saudáveis, produzido localmente e entregue à lojas um dia após a colheita.

Para desenvolver a embalagem eles consideraram o uso de material reciclado de pós-consumo, proteção do produto, e um design que permita o consumidor a ver, tocar e cheirar o produto fresco.

Gold Pentawards 2010
Design: Ciulla Assoc (EUA)

Kjaer Weis

Kjaer Weis é uma nova marca de cosméticos com 95% de produtos naturais ou orgânicos, sem parabenos, petroquímicos emulsionantes, corantes sintéticos ou perfumes. Os produtos são certificados pela CCPB, um organismo de certificação italiano. A marca tem o objetivo de combinar este respeito para o ambiente com um design luxuoso e contemporâneo.

Para isso eles desenvolveram uma série de embalagens recarregáveis compactas de maquiagem para os olhos, lábios e maçãs do rosto desenhado por Marc Atlan e pelo famoso maquiador Kirsten Kjaer Weis da Dinamarca.

As embalagens são feitas de Zamak, uma liga de zinco e alumínio, que ostenta um logotipo esmaltado branco da KW em uma caixa laqueada em vermelho com uma textura granulada, como uma caixa de joias.

Gold Pentawards 2010
Design: Marc Atlan (EUA)


Bobble

Bobble é uma garrafa de água com filtro desenvolvida para a vida em movimento. Ela é produzida com PET reciclado aprovado pela FDA, é livre de BPA, ftalatos e PVC e é 100% reciclável.
Um único filtro da Bobble equivale a pelo menos 300 garrafas de água filtrada, cerca de 150 litros, ou cerca de 2 meses de uso diário.

Gold Pentawards 2010
Design da garrafa: Karim Rashid da Move Collective (EUA)
Design da embalagem: Safari Sunday (EUA).


“Paris Illumine Paris”

Essa embalagem foi desenvolvida para a promoção “Paris Illumine Paris” criada pela cidade de Paris, a P’référence e Coca-Cola Company para mobilizar e trazer à luz às pessoas sobre os benefícios da reciclagem de garrafas de plástico.

Para divulgar melhor esta promoção, o designer criou um coletor de garrafas de Coca-Cola e um rótulo termoencolhível verde com elementos gráficos que mostram essas luzes e os logotipos dos diferentes parceiros para comunicar mais sobre o evento.

Silver Pentawards 2010
Design: P’référence (França)


Kinpachi-Mikan

Kinpachi-Mikan é uma tangerina bem conhecida da prefeitura de Wakayama. A fruta é suculenta que derrete na boca e é tão suave que até mesmo um bebê pode facilmente comer.

Essa embalagem foi desenvolvida para que após a compra da fruta ela não seja descartada e sim reutilizada em múltiplas funções.

Silver Pentawards 2010
Design: Sugiyama Design (Japão)

Stop the water while using me!

“STOP THE WATER WHILE USING ME” é uma linha de cosméticos que estabelecem novos padrões em matéria de proteção ambiental e sensibilização. A linha pretende ser amiga do meio ambiente desde a produção atá o produto acabado.

Na embalagem é impresso apenas em preto e branco em letra manuscrita, mensagens como: Pare a água enquanto está me usando!

Silver Pentawards 2010
Design: Kolle-Rebbe (Alemanha)

PakMat Aero

O PakMat Aero é um produto para acampamento ideal para pessoas que gostam de dormir confortavelmente ao ar livre. Não há necessidade de transportar uma bomba separada ou depender de uma fonte de energia elétrica ele usa uma bomba de mão com energia humana para inflar a cama.

O design da bomba de ar é feito de plástico moldado por sopro fornece um recipiente fechado que também serve para abrigar o PackMat protegendo durante o transporte e armazenamento. Com isso eles reduzem a necessidade de materiais de embalagem adicional.

O design da embalagem reforça o posicionamento da marca através da forma, cor e gráficos. Tons terra promovem o uso positivo ecológicos deste produto e a embalagem reutilizável.

Bronze Pentawards 2010
Design: Beyond Design (EUA)

Fonte:

http://www.pentawards.org/

novembro 25, 2010 No comentários

Olá! encontrei esse post muito bom no blog Choco la Design sobre semiótica, que é um assunto muito importante para quem usa a criatividade, e ela pode ajudar muito na criação, conceito ou mesmo inspiração na hora da criação de layouts.

Semiótica

A semiótica já existe há muito tempo, e foi muito utilizada na filosofia, história, ciências e no estudo de signos. A semiótica, também, como poucos conhecem essa parte da história, surgiu e ajudou muito na ciência e medicina, na observação de sintomas de doença psicológicas em pacientes. Seu nome específico lhe foi dado um tempo depois de sua descoberta, aonde era conhecida também como semiologia, porém recebeu o nome de Semiótica como termo geral para estudos de semiótica e signos.

O conceito de Semiótica é o estudo dos signos, e suas ações. Já o signo é entendido como aquilo que representa algo para alguém. Os signos, que podem ser objetos, símbolos, palavras, desenhos, e eles representam e transmitem alguma informação, ou várias informações, para nós.

escher Semiótica   Estudo dos Signos

Signo, Significante e Significado

No estudo de signos, temos também o estudo da Semiose, entendida como a ação dos signos. e temos também os conceitos da semiologia, que tem relação com 3 elementos: Signo, Significante e Significado.

O Signo , como disse representa alguma coisa para algo. O Significante é a parte material do signo, e o significado refere-se a parte do conceito que as pessoas tem sobre alguma coisa. Por exemplo a palavra “cadeira”, o significante dela seria a palavra escrita no papel, ou o som de alguém falando a palavra, já o significado seria a imagem mental do que cada um tem de uma cadeira.
A semiótica é divida em três escolas: semiótica Peirceana, semiótica Greimasiana, e semiótica da Cultura. Aprofundaremos mais em nosso artigo sobre a Semiótica Peirceana. A semiótica Peirceana teve sua origem no estudo de Charles Sanders Peirce (1839 – 1914). No estudo dessa semiótica, é entendido e estudado o conceito de signo de “qualquer coisa que representa algo para alguém”.

semiotica3 Semiótica   Estudo dos Signos

Teoria Triádica Do Signo

Ele desenvolveu, a partir disso, a teoria triádica do signo, aonde o signo tem que ser analisado e entendido, (signo ou representante) ou algo que o signo representa e suas relações com ele (objeto) e a representação que aquilo pode ter (interpretante). Pierce, agora tendo a teoria triádica e sua noção de signo e sua representação, criou um estudo, também triadico, de acordo com a classificação dos signos, e tendo em base a relação do signo consigo mesmo (primeiridade), com seu objeto (secundidade) e com seu interpretante (terceiridade).

Primeiridade: é ligada a qualidade, algo que falamos ou sentimos (sensações), independente de outras coisas, não tem relação ou referência com outra coisa. Por exemplo, entendermos a cor azul e sua “azulidade” sem remeter a nenhum sentimento ou lembranças que tivemos.

Secundidade: é ligada a existência, é algo existe em algum lugar, e tem uma relação com alguma coisa, já temos a relação de identificação de algo e o sentimento que esse algo remete para nós.

Terceiridade: ligada a lei, representamos e interpretamos o todo, ao nível simbólico. É a representação de algo com os nossos sentimentos, e agora com fator cognitivo, o estudo de semiose, do signo propriamente dito.

Fonte: Livro
PEREZ, Clotilde
Signos da Marca – Expressividade e Sensorialidade,
cáp. 4, Semiótica da Marca.

Tomara que vocês gostem!

Disponível em: http://chocoladesign.com

novembro 05, 2010 No comentários
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